
Novidade faz parte das novas medidas de segurança implantadas pelo Banco Central e está valendo desde o dia 16 de novembro
O PIX, sistema de pagamento instantâneo, completou um ano de funcionamento no Brasil, na última terça-feira (16). O serviço caiu no gosto da população. Segundo o Banco Central, mais de 104 milhões de usuários pessoas físicas já realizaram alguma transação via PIX.
Em setembro o Banco Central anunciou um pacote de mudanças que visam proporcionar maior segurança para os usuários, que entraram em vigor no dia 16 de novembro. Entre as novas medidas, está a possibilidade de devolução de valores em caso de fraude ou falha.
A devolução poderá ser iniciada pela instituição financeira do usuário recebedor, por iniciativa própria ou por solicitação da instituição do usuário pagador, em casos de fortes indícios de fraude ou falha operacional nos sistemas das instituições participantes.
Para Leonardo Caldart, analista de gestão de risco do Sicoob MaxiCrédito, o PIX é excelente e que as medidas vêm para aperfeiçoar ainda mais o sistema de pagamento. “O PIX é uma ‘mão na roda’ para muita gente, e é extremamente importante essa atenção que o Banco Central tem dado a ele. Precisamos estar em constante aperfeiçoamento para diminuir, cada vez mais, as possibilidades de golpes e fraudes, e as novidades proporcionam maior segurança aos usuários”, destaca.
Outra novidade é o bloqueio cautelar. A instituição financeira que detém a conta do usuário pode efetuar um bloqueio preventivo do valor da operação por até 72 horas em casos de suspeita de fraude. Sempre que o bloqueio cautelar for efetuado, a instituição deverá comunicar imediatamente o usuário.
Confira mais dicas contra golpes e fraudes
Vem aí o PIX Saque e PIX Troco
Limite de valores durante a noite
Ainda em outubro o Banco Central havia definido, também com o intuito de proporcionar maior segurança para os usuários, o limite de R$ 1 mil para transferências e pagamentos realizados das 20h às 6h, incluindo o PIX. A regra se aplica a Pessoas físicas, já Pessoas jurídicas (empresas) não foram atingidas com a medida. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade e ações de criminosos.
“Vale ressaltar que a maioria os golpes são de engenharia social, onde os supostos golpistas utilizam de informações repassadas sem que as pessoas percebam, e usam termos e dizeres onde que parecem ser atendentes ou pessoas do meio financeiro. Por isso orientamos que os usuários tenham muita atenção no momento de fazer as operações e sempre se certificar de que os dados informados realmente são verdadeiros ou destinado para a pessoa na qual é verdadeira beneficiária", alerta Caldart.
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