
Vicenzi: jornalistas informam, educam, promovem a cidadania e são guardiões da democracia, além de produtores da memória
O assessor de Imprensa e Comunicação do Sicoob Central SC/RS, jornalista Celso Vicenzi, foi um dos homenageados no 16º Encontro da Imprensa Catarinense, neste sábado, dia 2 de agosto, em Chapecó (SC). O evento, que reuniu profissionais de todas as áreas de comunicação (jornalistas, radialistas, publicitários, colunistas, cinegrafistas, técnicos, colunistas e influenciadores digitais, entre outros), homenageia todos os anos os profissionais que completam 50 anos de atuação na área da comunicação e foi realizado na Casa do Chefe Eventos (sede social da CDL do município). A coordenação é da Associação Catarinense de Imprensa e da agência MB Comunicação.
Os homenageados este ano foram: jornalista e radialista Salvador dos Santos; jornalista Rita de Cássia Lombardi; jornalista e escritor Celso Vicenzi; jornalista Sibyla Loureiro Goulart; jornalista e radialista Antonio Bento; radialista José Paulo Garcia; professor e jornalista Ronaldo Santana; radialista Estênio Aldo Hirsch; e a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro) – homenagem institucional.
Celso Vicenzi, 67 anos, é ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, onde também exerceu outros cargos em várias gestões. Formou-se em Jornalismo pela UFSC, em 1984. Ao longo de seus 50 anos de profissão, atuou em rádio, TV, jornal, revista e assessoria de imprensa. Há 25 anos é assessor de Imprensa e Comunicação do Sicoob Central SC/RS.
Confira o discurso de Celso Vicenzi no 16º Encontro da Imprensa Catarinense: “Meu amigo Bedin foi claro: 2 minutos. Tarefa dada é tarefa cumprida. Por isso, “serei breve, mas não tão breve que a eternidade escape do coração”, como escreveu o poeta catarinense Lindolf Bell. Poderia falar das tantas e muitas facetas do jornalismo e do jornalista: a que informa, educa e promove a cidadania, a que é guardiã da democracia, que fiscaliza o poder e garante maior transparência, mas vou escolher apenas uma, muitas vezes esquecida, a de produção da memória. Estamos aqui para confraternizar e homenagear os profissionais da comunicação, entre eles, nós, que alcançamos cinco décadas em uma atividade que vai além da produção de notícias: desde o seu surgimento, é o jornalismo que produz boa parte da memória da civilização humana. Afinal, registramos todos os dias os fatos, as histórias de vidas, de instituições, momentos do dia a dia da sociedade.
Jornalistas, radialistas, cinegrafistas, fotógrafos – todos os profissionais da comunicação são, no fundo, produtores de memórias. Pessoas que se encarregam de manter vivos os acontecimentos. Daqui a uma centena de anos nenhum de nós estará mais aqui, mas o que fizemos e dissemos, gravados em fotos, em vídeos, eventualmente em jornais, na televisão, em portais de notícias – este evento aqui, inclusive – permanecerão registrados para sempre.
Somos, portanto, de certa forma, produtores de eternidades. De vidas que continuarão a inspirar outras vidas, daqueles que haverão de nos suceder. Somos profissionais de uma atividade que permite que fatos, transformados em informações, possam guiar os caminhos da sociedade e se perpetuem, para sempre, em bibliotecas ou onde quer que se arquivem os registros de uma era, e que serão ponto de partida para o aprendizado sobre o que cada geração fez ou deixou de fazer e que pudesse contribuir para um mundo melhor. Como escreveu Garcia Marquez, “viver para contar”. Esta é a essência do osso ofício. A produção de informação ética, de qualidade, é o que permite que as pessoas possam tomar as melhores decisões para as suas vidas, para as suas comunidades, para os seus países, para o nosso planeta.
O tempo é uma sucessão de memórias. E o que se registra, permanece. É isto que nos permite ler e conhecer pessoas e civilizações que já desapareceram há milhares de anos. Mas suas vozes, suas histórias chegaram até nós por diferentes registros. E graças a tudo que fica gravado, em algum lugar, seja numa pedra, num papel – e hoje nos mais modernos meios de comunicação –, podemos dialogar com essas pessoas, vivas no tempo de um distante ou recente passado e que ainda estarão presentes no futuro.
Cada um de nós, deixa um legado. Cuidemos, portanto, das nossas histórias de vida, porque como disse o filósofo e escritor Michel de Montaigne, “a memória é a nossa própria história”.
Grato a todos que organizaram esta festa e aos apoiadores e patrocinadores. Muito obrigado!”
Fonte: Sicoob Central SC/RS - Assessoria de Imprensa.