
Em 2025, operações policiais de grande impacto reacenderam o alerta: o dinheiro em espécie continua sendo uma das principais ferramentas do crime organizado para lavagem de dinheiro. Um exemplo emblemático é a Operação Carbono Oculto, iniciada em agosto, que revelou um esquema bilionário de fraudes e sonegação fiscal.
A investigação trouxe números expressivos envolvendo postos de combustíveis, fintechs e fundos usados para ocultação de valores — reforçando como transações sem rastreabilidade seguem entre os principais riscos para o sistema financeiro.
O que chamou atenção na operação
✔️Movimentações estimadas em R$ 52 bilhões no setor de combustíveis (2020–2024);
✔️Fintechs atuando como “bancos paralelos” para ocultação de recursos;
✔️Uso de fundos que somam aproximadamente R$ 30 bilhões para blindagem de ativos ilícitos;
✔️Evasão fiscal no setor de combustíveis estimada em R$ 62 bilhões.
Por isso, as normas de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (PLD/FT) exigem atenção permanente. Seu descumprimento pode gerar impactos regulatórios, operacionais, reputacionais e legais.
📊 Cenário no Sicoob (jan–set/2025)
Entre janeiro e setembro de 2025, o Sicoob registrou 153 depósitos em espécie acima de R$ 1 milhão, totalizando R$ 276 milhões, além de 135 saques nesse patamar, que somaram R$ 169 milhões. As cooperativas também apresentaram um volume significativo de operações em dinheiro a partir de R$ 5 mil, indicando movimentações que exigem acompanhamento mais atento.
Diante desse cenário, sinais de alerta como depósitos fracionados, saques volumosos, resistência em fornecer informações ou o uso de empresas de fachada devem ser reportados imediatamente.
A atuação diligente de cada colaborador — com análise criteriosa das operações e atenção aos riscos — fortalece a segurança do cooperativismo e contribui para impedir que o dinheiro em espécie continue alimentando atividades ilícitas.
*Fontes: Receita Federal do Brasil; Banco Central do Brasil; Câmara dos Deputados; CNN Brasil