Autonomia financeira e sustentabilidade: a visão cooperativa de Rosalvi Monteagudo para o Brasil

29/10/2025 15:55

Rosalvi: aliança ética e construtiva entre governo, cooperativas e produtores é o motor para gerar trabalho, fortalecer a economia real e promover um mercado solidário

Em um cenário que clama por novos paradigmas de desenvolvimento, a proposta de Democracia da Cooperação, articulada pela pesquisadora Rosalvi Monteagudo, surge como um caminho concreto para a construção de um Brasil mais autônomo, sustentável e justo. A visão de Monteagudo não é apenas um ideal teórico, mas o resultado de décadas de pesquisa e uma profunda sensibilidade às necessidades socioeconômicas do país.

Seu argumento central é direto: a verdadeira independência econômica do Brasil não virá de modelos centralizadores ou de interesses partidários, mas de uma aliança ética e produtiva entre o Estado e a sociedade civil organizada.

Os Pilares para um Desenvolvimento Sustentável
A proposta de Monteagudo se sustenta em três pilares interdependentes, que visam reestruturar a forma como a economia e a política se relacionam com o bem comum.

Neutralidade Política e Cooperação Institucional
Um dos princípios essenciais defendidos é a neutralidade política. Para Monteagudo, as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento devem ser estáveis, transparentes e, acima de tudo, blindadas contra interesses partidários de curto prazo. Somente assim é possível garantir que o foco permaneça no bem-estar coletivo e na construção de um projeto de nação duradouro.

Essa neutralidade abre caminho para uma cooperação institucional genuína, onde o Estado atua como um parceiro colaborativo, e não como um poder centralizador.

Parceria Colaborativa: Estado e Sociedade
A relação entre o governo e as organizações da sociedade civil deve ser de parceria, não de subordinação. Monteagudo defende que o Estado deve assegurar a liberdade necessária para que cooperativas, organizações sociais e empresas solidárias possam inovar e criar soluções justas e adaptadas às suas realidades locais.

Essa aliança ética e construtiva entre governo, cooperativas e produtores é o motor para gerar trabalho, fortalecer a economia real e promover um mercado solidário.

Valorização do Trabalho e da Intercooperação
Na base de tudo está a valorização do trabalho produtivo e da educação cooperativa. O modelo propõe uma forte integração entre organizações sociais, cooperativas e empresas de economia solidária. Essa intercooperação fortalece a base produtiva nacional, garantindo que o desenvolvimento econômico seja distribuído por todas as regiões e comunidades, promovendo um mercado baseado em confiança, responsabilidade e solidariedade.

A Voz por Trás da Proposta: Quem é Rosalvi Monteagudo?
Para compreender a profundidade dessa proposta, é fundamental conhecer sua autora. Rosalvi Maria Teófilo Monteagudo possui uma trajetória multifacetada que une academia, prática e preocupação social. Mestre em Cooperativismo, ela é também contista, pesquisadora, professora e funcionária pública aposentada.

Sua carreira é marcada por um profundo engajamento com o Terceiro Setor e a economia solidária. Entre suas realizações, destacam-se:
Inovação: Criação do COOPSOVr, um projeto de novas regras via software para otimizar custos e processos no ambiente on-line.
Ativismo: Participação ativa em oficinas do Fórum Social Mundial (2002-2005) e atuação como voluntária na Pastoral da Criança.
Empreendedorismo Social: Foi presidente-fundadora da Econsolidaria e participou da constituição de diversas associações.
Promoção do Conhecimento: Atuou como editora e organizadora de cursos e conferências para disseminar os princípios do cooperativismo.

Uma Trajetória de Pesquisa e Ação
A consistência de seu pensamento é visível em sua linha de publicações ao longo de quase duas décadas. Seus trabalhos demonstram uma evolução contínua de suas ideias sobre autonomia, sustentabilidade e cooperação:
Revisão das regras dos princípios cooperativistas (2001).
Economia solidária: novas regras (2002).
Autonomia na organização da empresa: uma sugestão para o desemprego (2004).
Sustentabilidade socioeconômica, via web-service (2006).
Administração e a contabilização/accountability para o terceiro setor (2007/2018).
Economia digital e sustentabilidade (2008/2018).
Autonomia Financeira e a Autogestão – Uma Ideia (2019).
Conclusão: Rumo a um Brasil Mais Cooperativo e Humano.

A "Democracia da Cooperação" de Rosalvi Monteagudo não é apenas um plano econômico, mas um chamado à ação. É um convite para repensar as estruturas de poder e produção, unindo autonomia financeira, sustentabilidade econômica e justiça social. Ao reafirmar o compromisso com um modelo que coloca a cooperação e a solidariedade no centro, sua proposta aponta para um futuro em que o Brasil pode, finalmente, se tornar mais próspero, cooperativo e verdadeiramente humano.

Rosalvi Maria Teófilo Monteagudo
Autora de "Democracia da Cooperação: Proposta Socioeconômica para o Século XXI";
Pesquisadora e promotora da Intercooperação e da Economia Solidária – São Paulo, Brasil — 2025.

Fonte: EasyCoop – Assessoria de Imprensa.