Indicação Geográfica do Café das Terras Altas de Minas avança com apoio do Sicoob Sarom

18/03/2026 17:38

O projeto que busca conquistar a Indicação Geográfica (IG) para o Café das Terras Altas de Minas segue avançando e mobilizando cada vez mais parceiros e produtores em torno de um objetivo comum: valorizar a identidade, a qualidade e a tradição cafeeira da região.

O território proposto para compor a IG será formado por oito municípios do Sul de Minas: Albertina, Borda da Mata, Bueno Brandão, Inconfidentes, Jacutinga, Monte Sião, Ouro Fino e Tocos do Moji. Juntas, essas cidades representam uma região marcada por condições naturais favoráveis ao cultivo do café e por uma forte cultura produtiva construída ao longo de gerações.

Recentemente, encontros realizados em diferentes municípios do território reuniram representantes de instituições públicas, entidades do setor produtivo e produtores rurais para discutir as próximas etapas da iniciativa e ampliar o engajamento da comunidade cafeeira. As reuniões já aconteceram em Albertina, Borda da Mata, Bueno Brandão, Inconfidentes, Jacutinga, Monte Sião e Ouro Fino, apresentando o projeto, seus benefícios e mobilizando os produtores para participarem desse processo coletivo.

A proposta da Indicação Geográfica é reconhecer oficialmente as características únicas do café cultivado nas Terras Altas de Minas — resultado das condições naturais do território, da altitude, do clima e, principalmente, do conhecimento e dedicação dos produtores locais. Com o selo, o café da região poderá ganhar ainda mais reconhecimento no mercado, agregando valor à produção, fortalecendo os cafeicultores e estimulando o desenvolvimento econômico regional.

O projeto é conduzido por uma ampla rede de instituições parceiras, formada por Cafeeira Boa Vista, Emater, Gecafés (Grupo de Estudos de Cafeicultura Sustentável), Instituto Federal do Sul de Minas – Campus Inconfidentes, prefeituras municipais, secretarias municipais, Senar/FAEMG, Sebrae, Sicoob Circuito das Águas, Sicoob Credivass e Sicoob Sarom e sindicatos rurais, que unem esforços técnicos e institucionais para estruturar e viabilizar a conquista da IG.

Entre os apoiadores estratégicos está o Sicoob Sarom, que tem desempenhado papel importante no fortalecimento da iniciativa. A cooperativa atua como parceira no processo de valorização das cadeias produtivas regionais, contribuindo para que projetos como este avancem e gerem oportunidades para os produtores e para toda a economia local.

Segundo João Carlos Leite, presidente do Sicoob Sarom, apoiar projetos de Indicação Geográfica faz parte do compromisso da cooperativa com o desenvolvimento dos territórios onde está presente.

“O Sicoob Sarom acredita muito na força das cadeias produtivas organizadas. Já apoiamos iniciativas importantes como o queijo da Canastra, o café da Canastra, a Marca Território da Canastra e a bananicultura de Delfinópolis. Estar ao lado desse projeto das Terras Altas de Minas é contribuir para valorizar o produtor, fortalecer a identidade regional e abrir novas oportunidades para o café da região.”

A mobilização em torno da Indicação Geográfica também tem envolvido diretamente os produtores rurais, que participam dos encontros e contribuem com informações essenciais sobre as características do café cultivado no território. Esse envolvimento é fundamental para a construção coletiva do processo e para garantir que o selo represente fielmente a identidade e a tradição cafeeira da região.

Mais do que um selo de origem, a Indicação Geográfica representa um passo estratégico para consolidar a reputação do café das Terras Altas de Minas, destacando a qualidade do produto, valorizando a cultura local e promovendo o reconhecimento de um território que tem no café uma de suas principais riquezas.