Golpes financeiros: como se proteger em 2026

Com o crescimento das tentativas de fraude e o uso intenso do Pix, o Banco Central amplia ferramentas de segurança e reforça a importância da atenção dos usuários.

O ambiente financeiro brasileiro passou por mudanças profundas nos últimos anos — e os golpistas acompanharam esse movimento. Em 2024, o volume perdido em fraudes com Pix chegou a R$ 4,9 bilhões, mesmo representando uma parcela mínima das transações realizadas no país. O número reforça um ponto importante: mesmo seguro, o sistema exige vigilância constante.

 

Para tornar essa proteção ainda mais eficiente, o Banco Central tem implementado novos recursos. Em agosto de 2025, o órgão anunciou melhorias no Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora consegue rastrear o caminho do dinheiro em diferentes contas e aumentar as chances de recuperação de valores. O processo também ficou mais simples: desde outubro de 2025, os apps das instituições oferecem contestação direta via autoatendimento, e o uso completo da funcionalidade será obrigatório a partir de 2 de fevereiro de 2026.

 

Outro reforço importante foi a checagem mais rigorosa das chaves Pix nas bases da Receita Federal, reduzindo o uso de dados falsos. Em paralelo, o BC Protege+, lançado em 2026, começou a impedir aberturas indevidas de contas, bloqueando milhares de tentativas logo no primeiro mês de funcionamento — um indicativo claro da eficácia e rápida adoção do sistema.

 

As instituições financeiras também têm papel fundamental nessa rede de proteção. No Sicoob Credicom, processos de atendimento foram aprimorados com entrevistas de segurança para operações fora do padrão, acompanhamento próximo do gerente e intensificação das ações de educação financeira — conteúdos no blog, redes sociais, newsletters e mensagens preventivas. Essas iniciativas fortalecem a capacidade do cooperado de reconhecer sinais de fraude antes que o golpe aconteça.

Para 2026, a orientação é clara: não é sobre medo, é sobre preparo. Os golpes continuam evoluindo, mas as defesas também. Alguns cuidados seguem indispensáveis:

  • Nunca compartilhe códigos de autenticação.
  • Desconfie de ofertas muito vantajosas ou pedidos urgentes de transferência.
  • Confirme identidades por ligação usando números já salvos.
  • Evite realizar Pix para “familiares” que enviem mensagens de emergência inesperadas.
  • Não clique em links enviados por redes sociais para pagamentos ou compras.
  • Para tributos como IPVA ou IPTU, prefira sempre gerar a guia pelo aplicativo da sua instituição ou site oficial. No App Sicoob, por exemplo, inserir o Renavam garante a emissão correta do IPVA e reduz riscos de boletos falsos.

 

Principais golpes em circulação

  • Falso Advogado
  • IPVA: boletos e links falsos
  • Golpe do WhatsApp
  • Falsa Central de Atendimento
  • Falso Investimento
  • Engenharia Social
  • Roubo de Celular
  • Bilhete Premiado
  • Venda Falsa
  • Falso Leilão
  • Boleto Falso
  • Extorsão
  • Falso Emprego

 

Saiba mais no site do Sicoob Credicom:
https://www.sicoob.com.br/web/sicoob/principais-golpes

 

Em caso de suspeita de golpe

Entre em contato imediatamente com o SAC da sua instituição, conteste a transação via MED no aplicativo, registre Boletim de Ocorrência e avise seu gerente.
 

No Sicoob Credicom, o SAC 0800 724 4420 (opção 05) funciona 24 horas, 7 dias por semana, e a contestação via app agiliza o bloqueio e eventual devolução dos valores.

 

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