O papel das cooperativas na economia brasileira

Uma força econômica que cresce ano após ano

Rótulo

As cooperativas ocupam hoje um espaço estratégico na economia brasileira. Presentes em praticamente todos os estados e ramos produtivos, elas movimentam bilhões, geram empregos, fortalecem comunidades e promovem desenvolvimento regional. Em 2024, o setor somou 4.384 cooperativas ativas, reunindo 25,8 milhões de cooperados e empregando mais de 578 mil trabalhadores, segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2025.
 

Esses números revelam uma tendência consistente de crescimento, especialmente no número de pessoas envolvidas. Nos últimos anos, o cooperativismo atraiu mais de 1 milhão de novos cooperados anualmente, ampliando sua representatividade em todo o país.

 

Impacto direto no PIB e na geração de renda

A relevância econômica das cooperativas vai além do número de associados. Estudos mostram que o setor já é responsável por mais de meio trilhão de reais em produção anual, impulsionando cadeias produtivas inteiras, especialmente no agro, no crédito e na saúde.


Somente em 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões em ingressos, com crescimento de 9,5% em relação ao ano anterior — desempenho quase três vezes superior ao PIB nacional no mesmo período.

 

Outro estudo de referência, conduzido pelo Sistema OCB em parceria com a FIPE, mostrou que os municípios com cooperativas apresentam, em média:

  • aumento de R$ 5,1 mil no PIB per capita,
  • crescimento na geração de empregos formais,
  • maior abertura de estabelecimentos comerciais,
  • mais participação no comércio exterior.

 

Esses resultados reforçam a capacidade das cooperativas de dinamizar economias locais e reduzir desigualdades regionais.

 

Geração de empregos e desenvolvimento social

Um dos pilares do modelo cooperativista é a promoção do trabalho digno e da inclusão. Em 2024, o setor foi responsável por 578.035 empregos diretos, crescendo 5% em relação ao ano anterior.

 

Esse aumento supera amplamente o crescimento da força de trabalho nacional e reforça como o cooperativismo mantém seu compromisso social, mesmo em cenários de instabilidade.

 

Além disso, vale destacar que 52% dos trabalhadores das cooperativas são mulheres, evidenciando a presença crescente da liderança feminina no setor.

 

Um modelo que redistribui riqueza

As “sobras” — resultado financeiro das cooperativas — voltam diretamente para os cooperados e para a comunidade. Em 2024, foram R$ 51,4 bilhões distribuídos, alimentando um ciclo virtuoso de prosperidade e reinvestimento local.

 

Esse mecanismo diferencia o cooperativismo de empresas tradicionais, já que os resultados retornam ao coletivo, estimulando novos negócios, consumo e desenvolvimento comunitário.

 

Presença em diversos setores da economia

O cooperativismo está distribuído em ramos diversos, ampliando seu impacto:

  • Agropecuário: mais de 1.170 cooperativas e R$ 438 bi de ingressos em 2024.
  • Crédito: mais de 20 milhões de cooperados e quase R$ 1 trilhão em ativos, consolidando-se como um dos maiores sistemas financeiros do país.
  • Saúde: 150 mil empregos e R$ 123,7 bi em ingressos, fortalecendo redes médicas e hospitais cooperados.
  • Infraestrutura, Consumo, Transporte e Trabalho: ramos que atendem desde energia e logística até serviços urbanos e economia solidária.

 

Essa diversidade amplia a capacidade do modelo de alcançar diferentes públicos e necessidades.

 

Um motor de transformação regional

A atuação das cooperativas é especialmente relevante em áreas onde empresas tradicionais têm menor presença. De acordo com estudo do Valor Econômico, cooperativas impulsionam regiões remotas, estimulam competitividade e criam redes produtivas sustentáveis, beneficiando agricultores, pequenos empreendedores e trabalhadores em geral.

 

Essa capilaridade explica por que o cooperativismo está presente em 3.586 municípios brasileiros, sendo muitas vezes o principal agente financeiro, social e econômico em centenas deles.

 

Um caminho estratégico para o futuro da economia brasileira

Os dados mostram que o cooperativismo não é apenas um modelo solidário: é uma força econômica estruturada, em expansão e vital para o desenvolvimento do país. Ao unir eficiência produtiva, governança democrática e impacto social, as cooperativas demonstram ser um caminho sustentável para enfrentar desafios contemporâneos como desigualdade, crédito acessível, geração de emprego e desenvolvimento regional.

 

Mais do que participar da economia brasileira, o cooperativismo transforma realidades, fortalece comunidades e constrói um futuro em que o crescimento é compartilhado.

 

Fontes: [anuario.coop.br] [coonecta.me] [certaja.com.br] [sicoob.com.br] [certaja.com.br] [anuario.coop.br] [valor.globo.com]