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24/01/20

Sistema cooperativo mantém forte atuação em Santa Catarina


Suzin: capacitar os dirigentes, funcionários e cooperados para os novos tempos

Estudar as mudanças e as transformações dos novos tempos, a melhoria contínua dos processos e aperfeiçoar produtos e serviços para atender a demanda das cooperativas. Essa é a fórmula para manter e ampliar as conquistas do cooperativismo, afirma o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/SC) Luiz Vicente Suzin, ao analisar as expectativas para esta nova década.

De acordo com o dirigente, o cooperativismo caminha pela senda que trilha há muitos anos de trabalho e de busca permanente de atualização conceitual e tecnológica. Precisamos ser eficientes em todas as áreas para permanecermos competitivos no embate com as empresas mercantis nos segmentos da agricultura, da indústria, do comércio e da prestação de serviços, disse Suzin.

Exemplo desse posicionamento é a preparação para o futuro, principalmente pelo crescente uso das novas tecnologias, com a tendência pela automação e pela robotização. Essas novidades estão chegando cada vez com mais velocidade. Uma das nossas preocupações é capacitar os dirigentes, funcionários e cooperados para esses novos tempos. Nesse aspecto, as cooperativas e o Sescoop/SC fazem permanentes investimentos em treinamento, qualificação e requalificação, afirmou.

O resultado das constantes qualificações promovidas pelo Sescoop/SC é a ampliação da participação feminina e de jovens no sistema cooperativista. Para Suzin, eles trazem coesão e motivação, além de elevarem a qualidade das ações direcionadas à organização do quadro social. A participação da mulher no quadro social das cooperativas de Santa Catarina cresceu nos últimos anos. Atualmente, 38% dos associados às cooperativas são mulheres (936.597 cooperadas) e 16% dos associados têm até 25 anos (391.384 jovens), ou seja, o engajamento deles é uma realidade no nosso cooperativismo, assinalou.

Para Suzin o sistema cooperativista pode evoluir ainda mais, contudo, para que isso se concretize, é necessário que o governo vislumbre o cooperativismo como um setor de alto interesse social e comprovada eficiência econômica, que trabalha para o bem-estar da sociedade, criando empregos e gerando riquezas. O governo deve abandonar a ideia de aumentar a carga tributária ou retirar programas de incentivos a setores essenciais, como a agricultura, defendeu.

O dirigente antecipa, ainda, que as parcerias com o poder público devem aumentar nos próximos anos. No campo da pesquisa agropecuária o setor tem que ser mais ouvido. Uma das possibilidades é o estabelecimento de convênios no que concerne à transferência de tecnologias, acrescentou, ao reforçar que a Ocesc está aberta para uma relação produtiva com outras entidades, como com a Fiesc, Fampesc, Facisc, Fecam Faesc e Fetaesc, na busca de objetivos comuns.





Fonte: Ocesc Assessoria de Imprensa.

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