Manoel e Cecília, na sala com troféus e fotos de rodeios e vida campeira
Manoel Rodrigues não passa despercebido quando chega à agência do Sicoob Credinorte, em Mafra. Bombacha e lenço brancos, camisa clara, bota, guaiaca e chapéu, é o que se costuma chamar de um autêntico gaúcho pilchado, não fosse ele um catarinense nascido em São Joaquim, o que não é nenhuma incongruência, pois a pilchaé indumentária tradicional da cultura gaúcha, mas também presente em Santa Catarina e Paraná, onde é considerada traje de honra e de uso preferencial, inclusive em atos oficiais públicos.
É assim que esse fazendeiro de 81 anos, proprietário de 13,5 alqueires em Bituvinha, Mafra, costuma circular pelo município. Casado em 1983 com Cecília Socreppa Rodrigues, hoje com 79 anos, o casal, sem filhos, vive do arrendamento de uma parte da fazenda e da criação de gado de corte. Gosta muito do que faz e tudo que a atividade rende, deposita no Sicoob Credinorte. Gosto muito da cooperativa, lá sou muito bem recebido e sempre que preciso de alguma coisa eles me atendem com muita boa vontade, afirma. Desde 1991 tem conta conjunta com a esposa na cooperativa.
Na sua residência, exibe com orgulho dezenas de troféus de melhor laçador, lembranças de uma época em que costumava disputar rodeios em Florianópolis, São Miguel do Oeste, Curitiba, Mafra, Joinville, São Bento do Sul e Rio Negrinho entre outras cidades do Sul do país.
Durante a maior parte da vida trabalhou com inseminação de animais, contribuindo para a melhoria genética dos rebanhos. Também domava cavalos, acrescenta, tarefa que costumava durar de 90 a 120 dias. Num trabalho que envolve tantos riscos, teve a sorte de nunca se machucar com gravidade.
Gosta muito do lugar onde vive. Aqui todos os vizinhos se ajudam. Ajuda, aliás, que estendeu aos mais de 20 afilhados. Teve festa aqui em que fui padrinho de crisma de seis garotos numa única vez. Também criou quatro filhos, que se largaram pelo mundo.
Gado já teve até 70 cabeças, hoje tem apenas 15, porque a gente vai envelhecendo e a vida vai ficando mais dura, explica. Mas continua firme e forte para quem já tem 81 anos. A receita é gostar do que se faz.
Sobre o Sicoob só tem elogios. É um pessoal agradoso, simpático, que acolhe a gente. Tudo que eu produzo quero levar pra lá, porque sei que é bem cuidado, o atendimento é correto, por isso indico também para os meus compadres. Gosto de viver no sítio e chegar lá no Sicoob pra fazer negócio, tomar chimarrão, prosear com os amigos, coisa melhor não tem. Por isso, garante: se continuar assim, pretendo ir até o fim da minha vida com o Sicoob.