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19/11/19

Espaço Coofuturo apresenta a valorização do cooperativismo na HSM Expo


Marco Aurélio Almada, presidente do Bancoob: espaço de divulgação dos valores do cooperativismo

Nos dias 4, 5 e 6 de novembro aconteceu o maior evento de gestão e lideranças da América Latina, a HSM Expo. O evento realizado em São Paulo, reuniu milhares de pessoas que participaram de diversas programações, absorvendo conteúdos sobre colaboração, inovação, sustentabilidade, humanização e muito mais.

Espaço Coofuturo: valorização do cooperativismo

O cooperativismo esteve presente no evento com o Espaço Coofuturo, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e recebeu nos três dias, palestras com um conteúdo abrangente e que dialogaram com o público de cooperativas e de empresas tradicionais. Quem passou pelo espaço teve acesso a um conteúdo rico e conhecimentos únicos que mostram como o movimento tem um impacto gigantesco nas comunidades e é uma referência de sustentabilidade, futuro justo e sinônimo da nova palavra de ordem, a colaboração.

A revista MundoCoop esteve presente e acompanhou todas as discussões para trazer as novidades e tendências do que aconteceu e que pode ser adaptado na realidade das cooperativas brasileiras.

Confira um pouco do que foi debatido durante o evento.

Confiança é tudo

Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB, iniciou sua fala ressaltando a alegria de saber que cerca de um terço do público do HSM Expo este ano é composto por pessoas relacionadas ao cooperativismo. Em seguida, introduzindo o tema de sua palestra, Confiança, Márcio comentou sobre a importância deste sentimento no modelo cooperativista, afirmando que o que sustenta o modelo de negócio do cooperativismo, o que faz com que ele se mantenha em pé, é uma cola chamada confiança.

Ao longo de sua fala, ele também abordou o boomdas fake news, a quebra total da confiança na informação. Ainda sobre crise de confiança, a apresentação ressaltou questões como a diminuição de investimentos, de empregos, de renda e de consumo que podem ser afetadas. Como fazer para promover a confiança nos negócios? Márcio afirma que é necessário liderar a mudança, empoderar os funcionários, começar o movimento localmente e ter os CEO’S envolvidos e liderando o movimento.

Inovando sempre

Entre as discussões atuais que merecem atenção está a pauta de inovação. E foi pensando nisso que o CEO da 08 Inovação Consciente, Jan Diniz, trouxe a palestra Desconstruir para Construir: o que precisamos desaprender para evoluir juntos?abordando as vantagens de uma nova perspectiva.

Para Jan, o cooperativismo por si só tem a inovação em seu horizonte e por isso merece uma atenção especial. Muitas vezes o objetivo principal é buscar soluções e novas possibilidades nas inúmeras tendências que surgem, mas, além disso, lideranças e cooperados precisam olhar para dentro de suas organizações e perceberem seus posicionamentos, ações e atividades que já fazem a diferença no dia a dia para, assim, aprimorarem ainda mais seus resultados e impactos positivos. A inovação não é uma pessoa, um cargo, um ambiente. É construir sabendo que no final vai ter que desconstruir, afirma.

A busca por possibilidades

Seguindo essa questão atual, mas no sentido oposto, a futurista, co-­fundadora da Rethink Business, Marina Miranda, apresentou a palestra Inovação: Como despertar o potencial disruptivo das cooperativas?falando como ecossistemas de inovação externos podem ajudar ou até mesmo servir de inspirações reais para o ambiente interno de uma organização cooperativa.

Para Marina, o ambiente de startups cresceu nos últimos tempos porque quebra a hierarquia, a burocracia e traz rapidez e eficácia, mas, além disso, representa o poder da multidão no mundo dos negócios. Isso nada mais é do que a colaboração.

Essa mescla entre colaboração no ambiente e cooperação entre as pessoas é o diferencial atualmente, sendo o que alavancou o conceito de startups, fintechs e economia colaborativa. Agora a palavra de ordem não é mais o que fazer, mas sim, pelo que fazer. E é por isso que cooperativas precisam aprender a se beneficiar de ideias desse tipo de negócio, são movimentos que se correlacionam.

Estar aberto as mudanças, atento as culturas diferentes e conseguir adaptá-las a sua realidade é o que faz a diferença. É necessário entrar em contato com aceleradoras, incluí-las no mundo  interno da cooperativa para que soluções e ideias surjam através de startups e, principalmente, incentivar seus colaboradores a ter a mente empreendedora e até virar uma startup que funcione internamente, aconselhou.

Seja reanalisando o interno ou trazendo referências externas, é preciso, acima de tudo, saber aplicar na prática a inovação. Conceitos de como inovar não passam de teorias se não se sabe como aplicá-las verdadeira, e positivamente, dentro da organização, empresa e, principalmente, cooperativas. A inovação está na transformação da cultura.

O poder da mensagem

No mesmo estande, a gerente de Comunicação da OCB, Daniela Lemke, e a especialista em marketing digital Martha Gabriel, expuseram sobre Transformação, colaboração e impacto: como as marcas podem mudar o mundo?, debatendo o que isso impacta no setor cooperativista.

Quando o assunto é marca, logo entra em discussão grandes nomes que são lembrados nos quatro cantos do mundo. Para Daniela, a marca é feita de pessoas para as pessoas, é o que passa a verdade e conecta a relevância e o nosso emocional, por isso é necessário que a marca cooperativismoseja mais reafirmada e ressignifique para as pessoas qual é o verdadeiro significado do movimento. É essencial reafirmar o que o cooperativismo já faz, como uma organização que trabalha o econômico e o social, afirmou.

Para ser uma das marcas que mudam o mundo, é preciso levantar a bandeira cooperativa como um movimento que valoriza a transformação e nisso basear sua marca. E, além disso, sabe contar as histórias que representam o que o cooperativismo realmente é para as comunidades e pessoas. Utilizar o poder do storytelling.

Para Martha, uma marca poderosa contamina todos os produtos sem precisar de muita explicação e o cooperativismo precisa alcançar essa premissa. É essencial disseminar os ideais e princípios a partir do conceito de cooperação para que, a partir disso, todos os seus ramos e vertentes sejam vistas, conhecidas e assim, valorizadas como o modelo socioeconômico do futuro. Narrar boas histórias de inovação é o que constrói o futuro, isso é coofuturo, concluiu.

Inovando na gestão

Finalizando a programação do dia no auditório, Romeo Busarello, diretor de Marketing da Tecnisa, dividiu com o público sua experiência de gestão e as formas atuais que utiliza para se manter informado, se relacionar no mercado e estar sempre em processo de requalificação. Ele reforçou a necessidade de as empresas e cooperativas estarem atentas à inovação para assegurar melhores resultados. E um bom caminho, segundo ele, é ficar atento às novidades tecnológicas.

Quem poderia imaginar as mudanças advindas do uso de smartphones e seus impactos na economia? Em pouco mais de uma década, os smartphones criaram milhões de novos negócios. Sem eles não teríamos aplicativos de transporte, comida, nem mesmo o Instagram. Como é que iríamos postar coisas no Instagram via desktop? Você se imagina repetindo: pega a máquina fotográfica, tira a foto, pega o cabo, descarrega no computador para postar? O legal é você ver e postar a foto. Então, sem os smartphones, esses milhares de negócios não seriam viáveis, exemplificou.

Cooperativa humanizada

O último dia de evento reuniu Renato Nobile, superintendente do Sistema OCB, Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Bancoob, e Odair Dalagasperina, diretor-executivo da cooperativa Sicredi Serrana. Renato iniciou destacando a relação que os clientes possuem com as empresas. As pessoas se tornam defensoras das marcas que representam algo maior, comentou o superintendente ao explicar que propósito e cultura organizacional contribuem positivamente para o interesse do cliente pela marca. Segundo Renato, as empresas humanizadas, que têm paixão e são movidas por um propósito especial, atraem a atenção do público, e essas características já são encontradas no cooperativismo, desde a sua fundação. O cooperativismo transforma o mundo em um lugar mais justo, feliz e equilibrado desde que surgiu, há quase dois séculos, finalizou o palestrante.

Na sequência, Marco Aurélio acrescentou, entre outras informações, que o propósito de uma empresa deve estar atrelado aos valores dela e que isso deve gerar ações concretas no dia a dia. É importante se sacrificar por algo que valha a pena. E toda cooperativa tem uma história de sacrifício, ressaltou o diretor-presidente do Bancoob. E finalizando a palestra, Odair Dalagasperina falou ao público sobre a importância de as empresas fortalecerem o seu propósito e se aproximarem da comunidade. O representante da cooperativa Sicred Serrana comentou algumas iniciativas da instituição neste contexto e traçou um paralelo entre o relacionamento clientes versus empresas com a sensação de confiança que as pessoas sentem por quem faz bem a elas.

Técnicas de comunicação

Thomas Brieu, especialista em escutatória, falou ao público sobre a importância de um padrão de linguagem cooperativo, capaz de provocar a aproximação entre as duas partes. Thomas ressaltou que, muitas vezes, os conflitos dentro das empresas acontecem porque várias pessoas diferentes precisam se comunicar, e que o segredo é transformar o conflito em negociação, escutando e tendo empatia pelo pensamento do outro, e ter uma liderança que coloque as equipes para atuarem juntas. Para exemplificar como colocar essa linguagem cooperativa em prática, o especialista citou casos e algumas técnicas de comunicação que trabalham com perguntas abertas, que dão espaço para o interlocutor trabalhar a resposta.





Fonte: Redação MundoCoop. Foto: Diego Baravelli Colaboração: Amanda Negri Inpress Comunicação.

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