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25/05/20

Cooperativas distribuem R$ 1 bilhão em sobras aos associados em SC


Luiz Vicente Suzin: distribuição de sobras injeta dinheiro em muitos setores da economia catarinense 

A importância econômica e social das cooperativas catarinenses ganha realce nesse estágio em que a pandemia do novo coronavírus atinge todos os setores da atividade profissional e empresarial. As cooperativas distribuíram nesse ano em razão das receitas totais obtidas no ano passado cerca de R$ 1 bilhão aos associados. A informação é da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc). De acordo com levantamento da Ocesc, as 254 cooperativas obtiveram em 2019 uma receita operacional bruta de R$ 40,7 bilhões. Esse faturamento permitiu um resultado anual de R$ 2,4 bilhões em sobras (que corresponde ao lucro nas instituições financeiras tradicionais). Desse montante, parte foi capitalizado nas cooperativas e cerca de R$ 1 bilhão foi distribuído aos associados. O presidente Luiz Vicente Suzin realça que a maior parte dos 2,7 milhões de catarinenses cooperados (associados de cooperativa) foi beneficiada com essa distribuição de sobras, injetando dinheiro em muitos setores da economia catarinense. Esse dinheiro foi creditado nas contas dos associados e está disponível para consumo, investimentos, aplicações ou pagamento de contas, disse o dirigente. As cooperativas são organizações humanas inspiradas em princípios da conjugação de esforços cooperativos com objetivos econômicos. Por isso, os ramos que distribuíram o maior volume de sobras foram o agropecuário e o de crédito, notabilizados pelos seus grandes quadros sociais. As 47 cooperativas agropecuárias reúnem 72,5 mil associados. As 61 cooperativas de crédito têm 1,9 milhão de associados. A distribuição das sobras na proporção direta da movimentação financeira de cada associado é uma das faces positivas do cooperativismo, realça o presidente. Ele acredita que, no futuro, a sociedade brasileira adotará o cooperativismo como modelo de organização econômica e social como fizeram alguns países mais avançados. Estudos da Organização das Cooperativas Brasileiras comprovam que, nas regiões onde atuam, as cooperativas elevam o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em face das preocupações com a qualidade de vida dos cooperados, funcionários e familiares, com o meio ambiente, com a redução da emissão de poluentes, com educação, saúde e lazer, entre outras. Santa Catarina tornou-se paradigma nacional de eficiência e de cooperativismo. É a unidade da federação brasileira com maior taxa de adesão ao cooperativismo, assinalou. A vocação para a inovação e o empreendedorismo são as qualidades mais proeminentes do cooperativismo catarinense, ao lado da observância dos princípios universais do cooperativismo. As cooperativas foram pioneiras no desbravamento das regiões, na instalação de centros de produção e na transferência de tecnologia. Luiz Suzin explicou que o cooperativismo catarinense não está imune ao desgaste que as deficiências infraestruturais causam, sofrendo pela falta de investimentos para melhorar a logística de transporte, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, armazéns e comunicação, mas que tem tido a habilidade necessária para enfrentá-las, mantendo a sustentabilidade dos negócios e a viabilidade dos diversos ecossistemas, clusters (concentração de empresas que colaboram entre si) e cadeias produtivas.



Fonte: Ocesc Assessoria de Imprensa (com acréscimos do Sicoob Central SC/RS).

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